23 Maio 2009
06 Fevereiro 2009
qwerty
Pelo menos alguma coisa sobrou. QWERTY. Isso aprendi com fortes doses de abstinência à minha juventude, quando tinha meus 14, 15 anos. Eram aulas de datilografia. E foi o que me sobrou. Uma letrinha depois das outras. Combinar tantas letrinhas, que bom, é o que tenho hoje.
20 Setembro 2008
Não seria melhor diluir?
Capa da Folha de sexta-feira, 19 de setembro: "PF afirma que maletas da Abin não fizeram grampo". Logo depois, o texto diz que os equipamentos não podem realizar interceptações telefônicas. O que é isso? O não-fazer virou prêmio? Tornou-se voto de absolvição? Não ter capacidade de fazer o que lhe seria obrigação - em situações abrigadas pela Constituição - agora é tratado como mérito? A Abin tem, sim, de ser capaz de fazer grampo, claro que quando necessário e com autorização da Justiça. Ganhar destaque pela inoperância é só isso: inoperância. Então que se defina se a Abin: 1) pode fazer grampo(se cumpre ou não a Constituição é outra questão, depois avancemos nisso); 2) não consegue fazer grampo (então fecha).
07 Setembro 2008
sic é f...
Cruel, pode ser, mas quando ocorre tem enorme relação com a realidade. Falo do sic. Quem entra na categoria do "sic" - ipsis verbis , ou seja, assim como está, a transcrição literalíssima - está nada bem. Todos falamos errado, muito errado. Tentamos escrever um pouco melhor, mas nem assim melhora. Tentamos editar, corrigir os erros que na linguagem verbal todos têm. Mas entrar na mira do sic quer dizer "você fala errado, sim, e, além de tudo, és um chato. Você vai ver". E viu. O G1 publicou sobre um ministro: " É assim que nós estamos aperfeiçoando ela (sic)." (http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL750724-5601,00-ABIN+NAO+E+ANTRO+DE+ARAPONGAS+DIZ+TARSO.html). Deve ter incomodado muito para ganhar um sic.
04 Abril 2008
11 Janeiro 2008
Juíz proíbe mídia de citar agressores de prostituta
Li na Folha. 11 de janeiro de 2008. Página A9.
Vamos ao lide:
"O juiz Joaquim Domingos de Almeida Neto, do 9° Juizado Especial Criminal, proibiu dez veículos de comunicação de exibir imagens e citar os nomes de três estudantes condenado por agressão a uma prostituta em novembro passado no Rio."
o termo "prostituta" está no título, logo depois, no lide. Em lugar nenhum mais. Tratamos de um texto de nove parágrafos. No terceiro parágrafo, há o nome dos estudantes. No segundo páragrafo, que "entidades que representam veículos de comunicação repudiaram o veto." Em nenhum dos outros parágrafos há referência à prostituta. Tinha espaço para reclamação por censura quanto à divulgação dos nomes dos universitários (justo, pois não há motivos a divulgar) e de censura. Mas não havia questionamento nem esclarecimento quanto à situação da prostituta. Vale título, nada mais?
É claro que segredo, sigilo e discrição fazem parte do trabalho de uma prostituta. Mas nesse caso não está sendo discutido o trabalho, mas a sua vida, a sua integridade. E ela não é citada, comentada, relatada.
É lembrado no texto que dois universitários (como se o termo fosse pronome de tratamento) foram condenados a trabalhar na companhia de limpeza urbana do Rio. Cita que eles foram trabalhar. E a prostituta? Trabalha hoje?
Recolher lixo e limpar pichações, cita o texto, é ao que foram os universitários condenados. Bom. Estão tornando o Rio de Janeiro mais digno.
Diz o texto que entidades como a ANJ e Aberj protestaram contra a decisão do juíz,. considerando que o mesmo "praticou censura prévia e afrontou a Constituição.". Admito que não li a decisão do juíz. Fica-me sugerido, entretanto, que o juíz não proibiu a publicação do nome da prostituta. Ou será que ele proibiu e ninguém se interessou-se em publicá-lo?
Vamos ao lide:
"O juiz Joaquim Domingos de Almeida Neto, do 9° Juizado Especial Criminal, proibiu dez veículos de comunicação de exibir imagens e citar os nomes de três estudantes condenado por agressão a uma prostituta em novembro passado no Rio."
o termo "prostituta" está no título, logo depois, no lide. Em lugar nenhum mais. Tratamos de um texto de nove parágrafos. No terceiro parágrafo, há o nome dos estudantes. No segundo páragrafo, que "entidades que representam veículos de comunicação repudiaram o veto." Em nenhum dos outros parágrafos há referência à prostituta. Tinha espaço para reclamação por censura quanto à divulgação dos nomes dos universitários (justo, pois não há motivos a divulgar) e de censura. Mas não havia questionamento nem esclarecimento quanto à situação da prostituta. Vale título, nada mais?
É claro que segredo, sigilo e discrição fazem parte do trabalho de uma prostituta. Mas nesse caso não está sendo discutido o trabalho, mas a sua vida, a sua integridade. E ela não é citada, comentada, relatada.
É lembrado no texto que dois universitários (como se o termo fosse pronome de tratamento) foram condenados a trabalhar na companhia de limpeza urbana do Rio. Cita que eles foram trabalhar. E a prostituta? Trabalha hoje?
Recolher lixo e limpar pichações, cita o texto, é ao que foram os universitários condenados. Bom. Estão tornando o Rio de Janeiro mais digno.
Diz o texto que entidades como a ANJ e Aberj protestaram contra a decisão do juíz,. considerando que o mesmo "praticou censura prévia e afrontou a Constituição.". Admito que não li a decisão do juíz. Fica-me sugerido, entretanto, que o juíz não proibiu a publicação do nome da prostituta. Ou será que ele proibiu e ninguém se interessou-se em publicá-lo?
05 Julho 2007
15 Outubro 2006
Censura
queria entender melhor o prazer de repreender.
somente posso pensar como um prazer, senão nada demoveria alguém a tanto.
sei que tenho e exerço tal prazer, por isso quero entendê-lo e, fora erros comprovadamente capitais, quero não mais eu também repreender nada.
quero, se concordar, estar junto.
se não concordar, estar longe.
lembro, não concordo com erros capitais
mas, o que leva ao começo desse desabafo, é música.
gosto de música. não sei analisar e, nem quero, criticar música.
gosto de música, e só.
gosto de ouvir um instrumento, em uma música.
gosto de ouvir a música toda, em outro momento.
e isso posso fazer seja em casa, seja no carro.
ouço e não obrigo ninguém a ouvir comigo.
por isso não aceito, quando ao escolher o que quero ouvir hoje, que me repreendam quanto ao que ouço.
gosto de tudo, em primeiro.
gosto do que gosto, ao escolher.
e quem escolhe sou eu.
somente posso pensar como um prazer, senão nada demoveria alguém a tanto.
sei que tenho e exerço tal prazer, por isso quero entendê-lo e, fora erros comprovadamente capitais, quero não mais eu também repreender nada.
quero, se concordar, estar junto.
se não concordar, estar longe.
lembro, não concordo com erros capitais
mas, o que leva ao começo desse desabafo, é música.
gosto de música. não sei analisar e, nem quero, criticar música.
gosto de música, e só.
gosto de ouvir um instrumento, em uma música.
gosto de ouvir a música toda, em outro momento.
e isso posso fazer seja em casa, seja no carro.
ouço e não obrigo ninguém a ouvir comigo.
por isso não aceito, quando ao escolher o que quero ouvir hoje, que me repreendam quanto ao que ouço.
gosto de tudo, em primeiro.
gosto do que gosto, ao escolher.
e quem escolhe sou eu.
13 Outubro 2006
Soledad
Soledad,
aqui estan mis credenciales,
vengo llamando a tu puerta
desde hace un tiempo,
creo que pasaremos juntos temporales,
propongo que tu y yo nos vayamos
conociendo.
Aquí estoy,te traigo mis cicatrices,
palabras sobre papel pentagramado,
no te fijes mucho en lo que dicen,
me encontrarás
en cada cosa que he callado.
Ya pasó
ya he dejado que se empañe
la ilusión de que vivir es indoloro.
Que raro que seas tú
quien me acompañe, soledad,
a mi, que nunca supe bien
cómo estar solo.
(Jorge Drexler)
Sepúlveda, 01/04/06
en viernes, 13
aqui estan mis credenciales,
vengo llamando a tu puerta
desde hace un tiempo,
creo que pasaremos juntos temporales,
propongo que tu y yo nos vayamos
conociendo.
Aquí estoy,te traigo mis cicatrices,
palabras sobre papel pentagramado,
no te fijes mucho en lo que dicen,
me encontrarás
en cada cosa que he callado.
Ya pasó
ya he dejado que se empañe
la ilusión de que vivir es indoloro.
Que raro que seas tú
quien me acompañe, soledad,
a mi, que nunca supe bien
cómo estar solo.
(Jorge Drexler)
Sepúlveda, 01/04/06
en viernes, 13
08 Setembro 2006
Competitividade e terceirização de riscos
Sou do século passado; nasci, creio, às vezes, mais longe ainda do que os meus 36 anos (admito, estou idealizando). Mas, principalmente, tenho orgulho disto. Cresci acreditando em alguns conceitos que atualmente estão em desuso, senão dizer abandonados. Mas ainda acredito neles e não pretendo abandoná-los.
Aprendi a acreditar e acredito em ter competência e responsabilidade. Hoje, porém, percebo ser de mais valor a palavra competição (travestida da palavra competitividade) e, como nomeei, terceirização dos riscos (perdão, mas para mim traduz-se por algo como falta de culhões), dupla de termos a qual, entendo, em uma tradução mais clara, ser algo como sacanagem, um vale-tudo.
A terceirização de riscos... Como é cômoda.! Quem terceiriza seus riscos, ou melhor, suas responsabilidades, nunca erra. O erro é sempre do outro, do subordinado, do vizinho, do momento astrológico. Mas, se a aposta der certo, o êxito é seu.
Para o terceirizador, entretanto, melhor nada nunca documentado. Somente quanto lhe for conveniente, seja para colher os elogios pelos êxitos ou para redirecionar os problemas, para bem longe de si...
Falta de competência e falta de responsabilidade. Coincidência ou doutrina?
Aprendi a acreditar e acredito em ter competência e responsabilidade. Hoje, porém, percebo ser de mais valor a palavra competição (travestida da palavra competitividade) e, como nomeei, terceirização dos riscos (perdão, mas para mim traduz-se por algo como falta de culhões), dupla de termos a qual, entendo, em uma tradução mais clara, ser algo como sacanagem, um vale-tudo.
A terceirização de riscos... Como é cômoda.! Quem terceiriza seus riscos, ou melhor, suas responsabilidades, nunca erra. O erro é sempre do outro, do subordinado, do vizinho, do momento astrológico. Mas, se a aposta der certo, o êxito é seu.
Para o terceirizador, entretanto, melhor nada nunca documentado. Somente quanto lhe for conveniente, seja para colher os elogios pelos êxitos ou para redirecionar os problemas, para bem longe de si...
Falta de competência e falta de responsabilidade. Coincidência ou doutrina?
04 Setembro 2006
Messiâniacos
É assim mesmo. Messiânicos. Há um em cada esquina. Messiânicos religiosos, espirituais, políticos, filosóficos, economistas, pedagogos, militares, administradores, comunicólogos. Seja qual estirpe, há sempre uma só verve. São messiânicos.
Há só a verdade, nada além da verdade. Claro. Nada além da verdade que a lhes pertence.
E mexa com eles.
Quem ousar, que me conte.
Há só a verdade, nada além da verdade. Claro. Nada além da verdade que a lhes pertence.
E mexa com eles.
Quem ousar, que me conte.
15 Agosto 2006
10 Agosto 2006
29 Julho 2006
10 Julho 2006
Mulheres
ePsicologia de varejo. Eis o que ofereço.
Hoje estive pensando porque tanta coisa deu errado com boa parte das mulheres com que me relacionei. Primeiro, tenho de situar quem não sabe da situação. Refiro-me há dez anos. Era bem mais jovem, mais esperançoso, mais ingênuo, mais hormonal. Dez anos se passaram. Deixei de ser um menino. Hoje sou homem. E hoje vejo que muitas mulheres não querem um homem. Querem um menino. Querem um menino que lhes atenda, que lhes satisfaça, desde fornecer um copo d´água, carregar as compras ou, às vezes, algo mais. Mas nada mais que um menino. As mulheres, pelo menos as que conheço, têm medo de um homem. Menino é mais fácil, mais maleável. Admito que hoje sinto-me sozinho, pois não sou mais menino. Sei o homem que sou e disso não tenho medo.
Hoje estive pensando porque tanta coisa deu errado com boa parte das mulheres com que me relacionei. Primeiro, tenho de situar quem não sabe da situação. Refiro-me há dez anos. Era bem mais jovem, mais esperançoso, mais ingênuo, mais hormonal. Dez anos se passaram. Deixei de ser um menino. Hoje sou homem. E hoje vejo que muitas mulheres não querem um homem. Querem um menino. Querem um menino que lhes atenda, que lhes satisfaça, desde fornecer um copo d´água, carregar as compras ou, às vezes, algo mais. Mas nada mais que um menino. As mulheres, pelo menos as que conheço, têm medo de um homem. Menino é mais fácil, mais maleável. Admito que hoje sinto-me sozinho, pois não sou mais menino. Sei o homem que sou e disso não tenho medo.




